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MATOS COSTA RECEBE TITULO DE SENTINELA DO CONTESTADO

Publicada em 21/02/20 as 11:48h por Rádio Destaque Regional - 104 visualizações


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 (Foto: Rádio Destaque Regional)

Na quinta-feira dia 20 de fevereiro 2020, o Prefeito Raul Ribas Neto, recebeu o Deputado Estadual Fabiano da Luz (PT), que veio a Matos Costa fazer o anúncio que foi aprovado na Assembléia Legista de Santa Catarina o Projeto de Lei estadual que denomina Matos Costa  Sentinela Do Contestado.

Por unanimidade, o Projeto de Lei 68/2019 que reconhece o município de Matos Costa como “Sentinela do Contestado” foi aprovado em Plenário nesta tarde.Nossa iniciativa agora caminha para ser sancionada pelo Governador do Estado, afim de conceder à cidade do Planalto Norte o status de protagonista da Guerra do Contestado (1912-1916).A vitória contribuirá para a transformação do local como um destino ainda mais turístico para a geração de emprego, renda e oportunidades à comunidade regional” Confirmou o Deputado.

Deputado Fabiano da Luz, Prefeito Raul e convidados no Gabinete.

O Prefeito Raul agradeceu, destacando o Jornalista JB que trabalha a anos a história do Contestado e o Professor Nilson Cesar Fraga, que também colaborou para que Matos Costa fosse reconhecido como Sentinela do Contestado.

Em abril acontece o aniversário de Matos Costa, 58 anos, a idéia é reunir, escritores, pesquisadores e defensores da causa, para fazer um dia e uma noite de debates em prol de Matos Costa, com a Presença de escolas, professores, pessoas da comunidades e convidados.

 

SÃO JOÃO DOS POBRES 1912.

️ 📌 MARCAS DA HISTÓRIA:

 

Matos Costa teve sua autonomia política recente, era originalmente pertencente a Porto União da Vitória, sendo que, em 9 de maio de 1910, instalou-se o Distrito de São João, em terras contestadas entre os estados do Paraná e Santa Catarina.

 

Em 1.908. 1.909 o barulho do Trem de Ferro, assustou os moradores da região que contavam um para o outro:

-São João Maria tava certo, o dragão de fogo chegou!

Com o passar dos anos o povo se acostumou e passou a residir à beira da mesma ferrovia, admirando aquela máquina que rebocava vagões de cargas e de passageiros mundo afora. Até que em 1.914, no dia 06 de setembro, uma tragédia ceifou a vida de muitos caboclos que nada tinham a ver com a guerra do Contestado ou com a ferrovia e seus pistoleiros que mandavam e desmandava, como se no Brasil existisse o segundo “Velho Oeste Americano”. Naquele trágico dia, muitos foram mortos somente pela ganância de um homem que desobedeceu as ordens dos caboclos que queriam de volta a liberdade e o que lhe fora tomado. Venuto Baiano, matou mulheres e crianças e no mesmo dia, o único comandante do exército que entendia a revolta cabocla, tombou morto pelas mãos daqueles que ele defendia, morria o Capitão João Teixeira de Matos Costa.

VISITANTES NO POCINHO DE SÃO JOÃO MARIA.

Depois disso, muitos anos se passaram, moradores de São João construíram “raias” de corridas de cavalos, que divertia muita gente, até um aeroporto existiu nas cercanias da cidade, que também continha várias serrarias e fábricas de vasos de xaxim.

Durante o dia moradores relembram que parecia tudo combinado, os barulhos das serrarias se misturava com o resfolegar das locomotivas manobrando no pátio da estação. As mães lavavam roupas, enquanto os filhos, alguns estudavam, outros levavam o café da tarde pra os pais nas serrarias, outros ajudavam na roças espalhadas. Seis horas da manhã as serrarias acordavam os trabalhadores, com o já conhecido apito, às 11h30min se repetia, avisando que se aproximava à hora do almoço. As 15h30min, apito para o tradicional café da tarde e as 18h00min horas o apito do fim do dia, anunciando que o expediente daquele dia havia terminado.

Durante a noite os pais, nas muitas “cozinhas de chão batido”, assavam pinhão, enquanto contavam causos caboclos para os filhos que dormiam no colo da mãe com o pensamento mergulhado nas histórias. Outras famílias ouviam as poucas emissoras de rádio, tudo era muito simples, mas ao mesmo tempo conciliador e romântico.

Carroções carregados de toras emparelhavam no pátio da ferrovia ou da serraria, ao longe se ouvia o estalar dos reios e ranger dos freios.

Moradores mais antigos às vezes deixam escorrer uma lágrima quando se lembram do apito do trem chegando e partindo de São João. Namoradas, maridos ou parentes abanando das janelas do trem. Ou os pais na plataforma da estação se despedindo dos filhos que seguiam para o exército, outros foram para a guerra e nunca retornaram. Quem não se lembra da instalação da Segunda Companhia do 5º BEC em Matos Costa, a beira da ferrovia, para construção de estradas de rodagens e do segundo trajeto da ferrovia de Porto União a Matos Costa???.

Grandes caçadas eram organizadas, pescaria no Rio Preto, alguns moradores me lembraram da construção de duas barragens para movimentar duas fábricas na região. Uma no Rio Preto e outra no Rio Jangada na histórica Comunidade do Salto Lili.

Histórias que se eternizaram com o passar dos tempos, mas que permanecem vivas nas memórias daqueles que preservam e gostam de história. Matos Costa das grandes fazendas de gado, das grandes lavouras, dos pinheirais, do Rodeio Crioulo, das nevascas que encobriam os territórios nos gélidos invernos que passaram e ainda permanecem frios devido à altitude.

Em abril de 2.020, Mato Costa completa 58 anos de Emancipação Política Administrativa, tudo o que foi feito construído com o passar dos anos foi em prol do Povo Amigo desta terra.

Não nasci aqui, mas sou filho de Calmon, que é filho de Matos Costa.




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